Naquele mural tem um quarto
Quatro paredes, infinitos sorrisos, uma história
contada por alguns momentos paralisados.
Fragmentos de felicidade, tristeza, estagnação...
Tem uma foto naquele mural.
Tem uma vida naquela foto.
Vida de incertezas, flores escondidas, infantilidades expostas...
Uma pessoa mora naquele quarto
Outras visitam
A almofada na cama, a caneta aberta, a foto no mural
Uma vida esteve aquele quarto, uma vida o habita.
Bonecas, tranças, rosa, azul...
Ao lado do quarto mora o amor.
Incondional, presente, acolhedor.
Uma vida depende do amor,
um amor depende da vida.
Distantes e próximos, mas sempre no quarto ao lado.
-Corte de Cetim.
Era sexta - feira, 19 horas. Aos poucos as violas acupavam as mãos, e apoiavam - se nas pernas. Começava a música, esvaziavam - se as garrafas e mais garrafas...
Lentamente, com sugestões ali, outras aqui, surgiam os sambas, cada estrofe possuia a melodia de quem contribuia com as palavras da vida, com as lembranças em meio as saudades.
Hoje lembrei daquele samba. Do primeiro dia, que o senhor dos óculos escuros cantará sentado na mesa na calçada.
Lembrei - me de me apoiar no balco e ficar admirá - lo, com sua canção de amor, seu olhar tristonho e sua voz, que faziam minhas lágrimas escorrerem por meu rosto, cortornarem minhas imperfeições e me recordar do homem, aquele homem, que na porteira ficou a me olhar...
Minha vida não estava lá. Os caminhos da estrada percorriam outros horizontes.
Meu amor. Grande amor... sua imagem ainda habita as saudades que roem meu coração. Seu abraço e beijo ainda me enternecem.
Lentamente, com sugestões ali, outras aqui, surgiam os sambas, cada estrofe possuia a melodia de quem contribuia com as palavras da vida, com as lembranças em meio as saudades.
Hoje lembrei daquele samba. Do primeiro dia, que o senhor dos óculos escuros cantará sentado na mesa na calçada.
Lembrei - me de me apoiar no balco e ficar admirá - lo, com sua canção de amor, seu olhar tristonho e sua voz, que faziam minhas lágrimas escorrerem por meu rosto, cortornarem minhas imperfeições e me recordar do homem, aquele homem, que na porteira ficou a me olhar...
Minha vida não estava lá. Os caminhos da estrada percorriam outros horizontes.
Meu amor. Grande amor... sua imagem ainda habita as saudades que roem meu coração. Seu abraço e beijo ainda me enternecem.
Coisas do mundo minha nega - Paulinho da Viola
Hoje eu vim minha nega
Como venho quando posso
Na boca as mesmas palavras
No peito o mesmo remorso
Nas mãos a mesma viola onde eu gravei o teu nome
Venho do samba há tempo, nega
Venho parando por ai
Primeiro achei zé fuleiro que me falou de doença
Que a sorte nunca lhe chega
Que está sem amor e sem dinheiro
Perguntou se não dispunha de algum que pudesse dar
Puxei então da viola
Cantei um samba pra ele
Foi um samba sincopado
Que zombou de seu azar
Hoje eu vim, minha nega
Andar contigo no espaço
Tentar fazer em teus braços um samba puro de amor
Sem melodia ou palavra pra não perder o valor
(...) Hoje eu vim, minha nega
Querendo aquele sorriso
Que tu entregas pro céu
Quando eu te aperto em meus braços
Guarda bem minha viola, meu amor e meu cansaço.
(...) Hoje eu vim, minha nega
Sem saber nada da vida
Querendo aprender contigo a forma de se viver
As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender
Bem - vindo seja, mas traga cerveja.
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