quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Vou botar minha alma a venda

-E você já se apaixonou de verdade? Perguntou a garota faladeira.
-Sim. Mas já passou... Respondeu.
-Mas e não deu certo porque? Insistindo a garota...
-Não. Éramos muito imaturos!
-Você acredita em amor verdadeiro? Só acontece uma vez?
-Com certeza, uma vez só na vida! Responde o rapaz.
-Então você nunca mais amou?
-Amei! Mas de forma diferente. Aquele amor ficou marcado para sempre, jamais haverá outro igual...

Segurança de uma Universidade, paletó alinhado preto, gravata, expressão séria. Um canto, uma cadeira... Salas de aula, professores, alunos. Livros, apostilas, computadores. O tempo corre, o tempo voa, é preciso estar atento, anotar até a respiração daquele indivíduo que tenta nos fazer aprender em 2 horas um conceito, uma idéia ou estudo de anos. Na verdade pelo menos entender o sentido ou objetivo, tudo é humanamente impossível.
Em cada escada, portão, saída ou entrada. Está lá a expressão séria vestida de paletó e gravata, treinados para transmitir informações, orientar ou esclarecer algum tipo de dúvida simples, como: O senhor poderia me informa onde fica o prédio 12? Ou seria o 9? Não sei, me falaram que era o 3 também! Que confusão moço! Gostaria mesmo era de ir ao prédio do curso de Arquitetura!
-Ok, moça! Você segue em frente, vira a sua direita, sobe um lance de escada passa pela praça de alimentação a sua esquerda, segue em frente, e a direita estará o prédio onde deseja ir.
Muito obrigada, disse a garota perdida.

Moço, moça, senhora, senhor, pronomes de tratamento que transmitem educação, praticamente obrigatórios atualmente, que não só mostram boa conduta, mas distanciam indivíduos.
Um ser humano comum, quase invisível num lugar de paredes, prédios, portas e pessoas, muitas e muitas pessoas.
Bom dia! Boa tarde... Como vai? Tenha um bom trabalho!
Pequenos gestos, poucas palavras que possuem uma capacidade incrível de transformar. Nínguem lembra da cara de nínguem, tão pouco do nome. Todos somos um pouco invisivéis.

Mas parece óbvio saber alguma coisa dessas tantas pessoas. Fazem faculdade, talvez não saibam ao certo se fizeram uma boa escolha, mas estão tentando. Outros realmente estudaram, muitos trabalham, pegam ônibus ou vão de carro. Namoram, ou ficam com o estudante do outro curso, possuem uma amiga que o acompanha na volta, já estudou no colégio daquela faculdade. Coisas do gênero, simples e comuns.
Mas e os moços de paletó com expressão séria? O que dizer deles? São casados, viúvos? Estudam ou estudaram, namoram, tem filho, ou filhos como pensamos primeiramente apenas por serem pessoas humildes! Quantos anos tem? Porque estão ali, foi escolha ou obrigação?
Simplesmente não sabemos. O que será que sentem? O que tem a dizer, quais são suas reclamações?
Parece que o traje, sua condição, seu trabalho o excluem e isolam de uma realidade totalmente contrária a que vivem!
Qual seria de verdade a realidade real? O ônibus lotado, a situação precária do transporte público de São Paulo, ou o número de vagas da universidade? Os dez dias que faltam para as inscrições do vestibular, o ENEM que ocorrerá nesse próximo domingo. A loja do Shopping Higienópolis que está em liquidação, o Marlboro que subiu de preço?
Existe duas, três formas de vida, idéias do real ou imaginário? Quem estaria excluído, os estudantes e professores ou o segurança?
Aquele ser humano tão próximo em nosso cotidiano também tem sentimentos! Possui uma história, viveu momentos para contar, sentiu amor e foi amado com a mesma intensidade e fogo como os grandes poetas, ou as canções das bandinhas de rock atuais, ou as clássicas de antigamente.
São de carne, osso e coração! Homens que nasceram envolvidos de sangue, ao som do choro da vida que anuncia a sua presença mais uma vez!

Dizia Zeca Baleiro: "Não tenho dinheiro pra pagar a minha Yoga (...)Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto Nada vem de graça nem o pão nem a cachaça! Quero ser o caçador eu cansado de ser caça!"
Não poderia definir melhor. Na estressante rotina da sobrevivência quem é que tem tempo e dinheiro para pagar Yoga? Tentar esconder suas frustrações, a conta atrasada ou o leite das crianças que está faltando?
É uma engraçada ironia essa frase. Parece novela das oito, ou atrizes globais sempre sorridentes e bonitas, que acordam de escova e sem olheiras. Grande ilusão!
Ser caçador é ainda um setor extremamente restrito. E talvez nunca deixe de ser.
A verdade mesmo é que sempre existirá alguém para caçar você também, a diferença pode estar somente da quantidade de poder.

A vida. É complicada realmente, ou nós que complicamos? Às vezes realmente acho que todos somos um pouco severinos, nessa eterna luta pelo melhor e para sermos melhores por alguém, para alguém ou por nós mesmo.
Não há mau que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. Será? E moço sujo sem teto e vida que grita na avenida paulista? (pra variar, sempre a avenida paulista) Ainda lembra da sua história? E o jovem segurança de 23 anos que conheceu o verdadeiro amor? Tudo depende um pouco de como encaramos esse pequeno sopro de tempo que vivemos perto da imensidão da vida.
Hoje aquele rapaz me ensinou, e nem se quer lembro o seu nome...

"E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia!"

-Corte de Cetim

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Por você: Viajaria a prazo pro inferno!

Muitas emoções! Jamais haverá palavra capaz de descrever um terço do tamanho do significado existente na atitude e na força colocada para quebrar a barreira. Finalmente vira - se uma página extremamente interna e pessoal. A evolução é contínua, com certeza esse é o resultado de um caminho progressivo.
Um enorme peso é retirado das costas, um balde de água fria é jogado sobre minha alma, e os méritos são todos direcionados a mim.
Mas além desse fato existe outro aspecto que torna a felicidade maior, simplesmente porque foi você quem me ouviu. São tantos os pensamentos, as confusões, as palavras se tornam insuficientes, quase inúteis.
O silêncio finalmente se transformou em voz e energia. Uma luz se acende, todo o sentimento é exposto, um enorme e incomparável amor é libertado.
Te amo com uma amizade eterna, um carinho intenso, uma admiração e respeito extremamente grandes.
Sou incondionalmente grata pela vida, por diversos dias vividos, amigos oferecidos, minha família, resultado de escolhas que fiz, por todos os aprendizados, e por você fazer parte dela, como a melhor certeza que vou ter para sempre!
Não há e jamais irá haver, moeda de troca capaz de pagar tantas lições, conselhos, ajudas, e um dos principais: Me mostrar o verdadeiro valor de um amigo. O quão forte é o significado desse substântivo, e a importância dessas pessoas na nossa formação como Homens! Obrigada, sempre...


Corte de Cetim.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Desejo sem fim

Dizia o cartaz: Se você acredita que as coisas não são desgastadas pelo tempo me dê um beijo.
Avenida Paulista, luzes brancas e vermelhas, fumaças. Passos muitos e incontáveis passos. Esquerda, direita, todas as direções possíveis, sacolas, bolsas, saltos altos e baixos, diferentes rostos, diversas vozes. Uma única palma com o cartaz.
Ser humano, calça jeans, sim, sempre calça jeans. Camiseta preta, pele parda, e um olhar a observar.
Cidade dos loucos, dos desvairados. Acolhedora e oprimida. São Paulo da avenida Paulista, do cinza, do preto. Vermelho, verde, laranja, amarelo, apenas na cor dos ônibus.
Escada. Famosa escada, dos passos, das risadas, dos segredos.
Quantos mistérios esconde? Minha casa, meu refúgio. Mantenedora do meu amor, minha coragem e tantos medos.
Te amo em voz baixa, te desejo do papel e no pensamento. Se liberte, me liberte. Quero ser louca, desejo interferir, como o moço que dança e canta na calçada: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz! Cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz..." Um olhar de amor, um gesto de justiça, sem indiferença.
O problema não está somente no cérebro desorientado do resultado da opressão. Podemos ser muito mais doidos.
A vida é tão rara, tempo é escasso e infinito. Minha verdade, certeza. Incluída e distante.
Avenida de Histórias, nomes, janelas escuras e portas automáticas. Sente na escada, observe. Eu te amo!


Corte de Cetim.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Para: Bárbara

São nos momentos de tristeza, no dia que o coração aperta, a saudade invade e a solidão domina que nos deparamos com algumas poucas e essenciais pessoas ao nosso redor. Sem requisitar, falar ou pedir ajuda, simplesmente antes de qualquer coisa já estão ali. Constantemente.
Pequenos gestos, demonstrações de afeto, um carinho... Da maneira ou da forma que se faz presente, não importa, não há e jamais haverá moeda de troca! O reconforto de estar junto aos teus é onde se encontra o verdadeiro valor da vida, dos amigos. Esses com os abraços sempre abertos, o sorriso estampado a compreensão e o perdão dispostos. Quão grande é um coração que sabe perdoar. O perdão é a porta aberta para a graça. Então estão as portas abertas. Eternamente.


Corte de Cetim.

sábado, 16 de agosto de 2008

Formiga e filho da puta tem em todo lugar.

Mudando tudo! Parabéns, você virou assunto do meu blog! Alías, exatamente o que eu falava a pouco. Da certa contradição existente em utilizar uma página na internet para me refugiar, escrever e registrar idéias e pensamentos, que nem sempre é possível falar na cara das pessoas. Afinal, vamos combinar que não gostariamos que fizessem o mesmo com a gente? Pra isso existem alguns raros com essa permissão (Vocês sabem que são!).
Mas a questão da qual gostaria de colocar é da... deixe - me pensar que termo usar, burrice talvez? Não. Falta de mobilidade, ou bom senso? Tem mais a ver.
Existem pessoas completamente presas aos outros, não possuem qualquer independência. Ligam pra você até pra pergunta se devem ou não lavar o cabelo no banho naquele dia! Tem cabimento? Ou também querem saber como conversar com alguém, o que dizer, ou como dizer?
São certas perguntas que simplesmente dá vontade de mandar para aquele lugar, na qual podemos representar com o nosso dedo médio, ou o querido pai - de - todos. Só rindo.
Pense, é o mesmo que aquele estúpido da sua sala de aula no colégio no 2º ano do Ensino Médio, ou até mesmo na faculdade que pergunta se a prova pode ser a lápis?
Eu simplesmente possuo um ódio mortal desse tipo de ignorância. Mas tento transforma - lá em boas risadas, ou post's no blog para aumentar o meu número de arquivos desse mês. Afinal alguma utilidade essas pessoas tem que ter.

Mas um outro ponto possível de perceber nesses indivíduos, somada a essa falta de independência em pequenas coisas do dia - a - dia, é a ausência de capacidade de fazer escolhas na vida. Sempre necessitam de um apoio, uma opinião de terceiros, a interferência alheia. Pode ser grave.
O inferno tá cheio de boas intenções, e principalmente de preferências por essas pessoas. São as mais fáceis, como se dizem popularmente, de "levar no bico", ou seja, completamente sustíveis e volúveis.
A causa de se possuir características assim são: Nunca realmente saber o que deseja ou pensa e quais são suas verdadeiras metas. Acreditar em tudo e todos, não saber fazer escolhas pensando apenas em si mesmo. Não ter qualquer liberdade e independência.
Logo em razão disso se tornam dependentes dos outros, necessitam de opiniões alheias para tomar qualquer tipo de atitude, não sabem que roupa ir numa festa, quanto de dinheiro levar, se usam vermelho ou amarelo. Se termina ou não um relacionamento. Não sabem se quer quem realmente são, e precisam sempre que alguém lhes diga. Mas jamais será eu, não é mesmo?
Rendeu um bom post, gostei!


Corte de Cetim.


PS: Titulo: A melhor frase de todas!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Vc faz suas escolhas e suas escolhas fazem vc

Ser forte não é ser ferro. Preciso me convencer disso.
Para tudo dar certo, não é necessário fugir, ou fingir que nada acontece. Agir por impulso, ou quase como um robo, sem deixar que o pensamento surga, a lágrima se derrame. Rápido, rápido, antes que o coração perceba.
Não adianta. Me surpreendo sem armadura alguma, sem superpoderes, de carne, osso e coração. Lágrimas molham meu rosto e limpam minha máscara, deixam cair o olhar confiante e as palavras ensaiadas.

É o medo. Ser humano, que sente frio, calor, fome e sede. Busca esperança, fé, pensa que conhece o mundo e a vida, até sentir dor.
Quantos medos, quanto receios. Palavras que não saem do pensamento, impossíveis de falar ou escrever. Como se dessa forma fosse possível impedir o fim. Ou o começo.
Silêncio. Muito silêncio. A vida não demora a responder. A solução para muitas dúvidas estão ao nosso redor a todo momento.
Ao mesmo tempo que é bela, sábia e incrível, pode ser injusta, má e incompreendida. Um lindo e incontestável ciclo.
As minhas crenças e minha religão faço eu. Com aprendizados, experiências, leituras, amigos e ajudas, algo que sempre acrescente.

No fundo, a sensação não é simplesmente medo. É maior. É o medo da emoção desconhecida, da cena apenas vista como espectadora, e não personagem.
Mas independente de tudo, me conforta pensa que vale a pena. Eu preciso acreditar e vestir essa armadura. Mesmo que ela não exista.


Corte de Cetim.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Declare guerra a quem fingi te amar

Cansei! Simples assim. Pode ser essa uma boa desculpa? Eu realmente não sei, e pouco me importo com isso. A verdade é que eu simplesmente não preciso disso, e muito menos sou obrigada a aguentar. De dificuldades e sapos pra engoli, já basta os realmente 'necessários' que a vida nos coloca.
Acabou a palhaçada! Não mudei, nem pretendo mudar de maneira que deixe de ser quem eu sou, apenas evolui. Tento enxergar tudo de uma outra prespectiva, e tirar novas conclusões, apenas acrescentando novos aprendizados ao meu ser.
Talvez as pessoas não imaginem a intragável sensação que me causaram, com tanta pobreza de espiríto e falta de respeito.
Errar é humano, perdoar é divino? Quem falou? Devo me sentir culpada ou triste por não querer aceitar desculpas?
A questão não é essa. É claro e visível a total falta de maturidade para compreender e entender. Desculpas não resolvem, e nem me sinto obrigada a perdoar nada.
São situaçãos como essas que reforçam conceitos e certezas sempre confirmadas a cada dia vivido, a cada simples ação, gesto, atenção. Pode ser pouco, mas não poderia haver mais verdadeiro. É o suficiente para me sentir completa.
"...Um vendedor de flores, ensinar seus filhos a escolher seus amores!"
O coração pode até não ser movido por nossas próprias escolhas, mas com toda a certeza do mundo, parte dessas decisões são totalmente baseadas em tudo aquilo que nos forma com pessoa, seres humanos, conduzindo caminhos e destinos. Não precisa nem explicar.



Corte de Cetim.