sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Somos tão jovens

Conforme os dias se passam a saudade se torna mais tranquila e serena. Mas devo confessar que está sendo extremamente difícil. Não imaginava o tamanho da falta que eu poderia sentir.
Algumas coisas andam perdendo o sentido, e talvez fosse esse o meu maior medo. Não posso pensar em desistir ou desanimar. Faz parte da vida.
Tá difícil, parece que uma parte de mim se foi. Está triste, magoada, com uma falta imensa das risadas cotidianas, da alegria de acordar todos os dias, de viver o dia e aproveitá-lo o melhor que eu puder. De maneira simples ou incrível, não importava, pois eu tinha a companhia de vocês. Era, é e sempre será especial e único.
Desde aquele dia, naquela porta, numa pequena distância que nos separaria por um tempo que nunca tínhamos ficado antes. Parecia que no dia seguinte, ou no final daquela tarde voltaria a te ver e nada teria passado de um susto. Não. O susto aconteceu, era real, e eu sabia. Aquelas lágrimas contidas que custavam a sair foram algumas das mais sinceras que um dia derramei. Era puro medo. Medo do que estaria por vir, medo da ausência, medo da separação, medo de como nossas vidas passariam a caminhar, medo da solidão. Solidão essa que apesar de amigos e carinhos, só você conseguiria preencher, pois esse espaço pertencia e pertence a você.
É muito estranho sem vocês. É muito frio, muito sem graça. Mas, passa. Tudo passa. E a minha torcida continua firme, forte, presente. Sempre estará. Felicidade não se compra, e ver alguém que amamos feliz, definitivamente, não tem preço.
Não tenho raiva de nada, e nem poderia. Todos os dias, todas as horas, todos os segundos, não poderiam ter sido mais especiais, mais incomparáveis! A sua falta é imensa, mas a alegrias das lembranças boas são capazes de animar qualquer tristeza.
A amizade de vocês é apenas mais uma prova da existência do destino. Eu amo vocês, minhas eternas amigas, do fundo do meu coração.

-Corte de Cetim.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Primeiro andar

Às vezes é interessante perceber como as pessoas nos enxergam. Se olhar num espelho, no vidro da vitrine, claro, não é a mesma coisa. Esse é apenas o nosso reflexo físico, da nossa fisionomia.
Mas o que quero dizer é da maneira como o próximo nos vê e nos percebe. O que pensa de nós, qual a sua opinião, e melhor ainda se deparar com uma impressão completamente contrária aquela que tinhamos. Ou então ter um ponto de vista do qual temos certeza, que esse sim, nós passamos longe. 
Já deu pra perceber. Sim, isso aconteceu comigo. E desde então sempre me ocorre esse pensamento, e aquelas palavras, que já não lembro-me na mesma ordem, mas que continuam com o mesmo sentido. 
Todos falam, ou algumas pessoas, que os primeiros semestres da faculdade, ou nos primeiros dois anos os novos universitários carregam com si uma estrutura juvenil e colegial.
Aquilo que mais gosto na faculdade é a liberdade e a responsabilidade que adquirimos e que nos é imposto. No sentido de que, em partes, ninguém ali tá se importando de verdade com você. Os professores dão a sua aula, se mostram dispostos a esclarecer dúvidas, e pronto. Essa "benevolência" dura por volta de 1 hora e meia mais ou menos. Mas, o que é importante perceber é que conhecimento vai além desse tempo restrito de aula, e saber também que não é suficiente para se destacar, e no português bem claro, ser foda. O ensino, o professor, o ambiente de estudo, claro, faz diferença.
Mas a discussão que estou propondo, ou também apenas os meus pensamentos que estou expondo aqui se deve a um certo discurso que ouvi, talvez não sobre mim, mas que com certeza serviu-me perfeitamente, há um tempo atrás. 
Esse olhar sobre essa estrutura escolar e quase infantil. O aluno que prefere se prender a uma aula, ao invés de usar a sua liberdade e a sua escolha de sair da sala. Escolhe manter-se na aula, converando, atrapalhando, dando risada, debochando e desrespeitando. O limite de faltas servem pra isso também, ter a opção de não suportar aulas chatas, professores ou pessoas.
Não há nada mais ridículo do que comportamentos infanto juvenis na universidade, sei lá, não digo que temos que ser maduros, porque ninguem é inteiramente, mas se portar de uma certa maneira condizente com o ambiente e a idade de cada um - convenhamos o que anda meio difícil.
A verdade, é que ao ouvir isso, eu realmente pensei que essas palavras eram para mim. Percebi o quão infantil aquela pessoa poderia me enxergar, a ponto de achar que estava presa ou ainda intíma dos "esteriótipos" de comportamentos advindos da escola. 
Nunca é bom escutar coisas que não gostamos, principalmente quando percebemos que se adequam a nós. Mas nesse caso tenho que admitir que foi bom. Pela pessoa que falou e claro pela aprendizado que adquiri. Afinal aprender, reconhecer erros e absorver críticas nunca é demais.


-Corte de Cetim.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Reconhecendo

Texto retirado de um blog. Gostei muito dele, da sua beleza, sua simplicidade... me identifiquei!

[Percebendo...]

"Quando eu digo que eu gosto de andar de ônibus as pessoas ficam chocadas. mas eu gosto mesmo. Sem hipocrisia, gosto fora do horário de pico, no sentido oposto ao fluxo gigante de pessoas que não usam desodorante. Gosto quando não tem trânsito nem hora pra chegar.
Mas, a verdade é que eu acho uma coisa meio assim terapêutica. Não sei, tenho mania de observar as pessoas, imaginar a vida delas, onde elas trabalham, de onde elas vêem. Crio todo um universo pro casal de senhores sentados no banco do lado. Imagino que eles voltaram de uma consulta médica de rotina e que passarão no supermercado antes de chegar em casa. Pinto na minha imaginação a vida que tiveram juntos, nos filhos que criaram, os sonhos realizados. Será que foram felizes?
Aí chega a moça de calças justas e top colado e engata um papo qualquer com o cobrador. Joga os cabelos, ajeita as sacolas entre as pernas, ri vez ou outra. É a amante, definitivamente. Ele, sem graça com as investidas explícitas dela, cochicha algo no seu ouvido: "Aqui não..." já penso eu. E assim me perco na vida dos outros, no cansaço e sorriso alheio.
Veja bem, não é que eu me prenda ao estereótipo das pessoas, pelo contrário, penso como existe muito mais por trás do semblante de cada um. Como cada um carrega sua história, como muitas delas cruzam a mesma catraca sem se saber.
Prestamos pouca atenção no próximo, na cidade que passa na janela, a qual estamos demasiadamente acostumados, a mesma de todo dia. Gosto de perceber a beleza não óbvia das coisas, a fotografia bonita de um fim de tarde, as luzes da avenida paulista. Tento fazer disso um exercício diário, mas confesso que costuma me dar uma certa nostalgia. Sinto saudade do que eu ainda não vi. Do mundo aí fora. Quero ver tudo, quero ver mais e quero ver inteiro..." - [issoemaisumpouco.blogspot.com]

-Corte de Cetim.