sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Gostinho de infância

Mentiras sinceras me interessam. Isso me lembra infância. Não as mentiras, mas a sinceridade.
Cozinha pequena, azulejos azuis claros, bem claros. Armários escuros, num tom de laranja ou telha. Uma cozinha realmente bonita.
A segunda talvez melhor, mais ampla. Mesa grande, vários lugares, muitos armários. Não sei se a lembrança que aumenta o tamanho dos ambientes, ou se realmente se constituem assim. Mas gosto dessa saudade a sua maneira.
As minhas memórias mais antigas são de cozinhas. Não sei se influenciam no peso, mas a idéia se relaciona aos aromas.
Cada lugar, em diferentes ares, há um sabor próprio e inigualável!
Lembro - me ainda do gosto do arroz integral, da batata frita em rodelas. Dos churrascos. Esses que não possuíam o mesmo sabor da praça, a linda praça.
Salgadinhos, coca - cola, nesse caso não importa o sabor hoje não ser tão agradável, mas a situação que se encontravam. Até hoje sinto um cheiro diferente ao chegar naquela cidade.
Parece que conforme os quilómetros se aproximam, a distância diminui o aroma se torna mais perceptível. Seu gosto, seu tempo, me trazem a piscinas, lamas, macarrão, jogos de war! Pessoas hoje tão afastadas. Os momentos não foram menos verdadeiros, pois as partes marcantes estarão comigo eternamente.
Guardo na memória ainda também o verde daquelas árvores, da grama, o colorido das flores, o som dos passarinhos e esquilos. Sinto a pouca quantidade de água a me banhar, o gostinho da ida e o cansaço da volta!
A cozinha, claro! Já não é mais a mesma. Parte do sabor dos alimentos estava na compartilhação, no calor do sol, na animação do ambiente e o contexto em que se inseria. Mas mantém sua presença não somente na ausência, e sim nos meus valores mais profundos.
Todos os instantes, os personagens, os gostos, sabores, as fragrâncias, seriam mentiras? Mentiras sinceras, felicidades momentâneas? Piadas da vida para nos alegra...
Não há uma constância. Tudo passa, e a vida sempre continua. O tempo é registrado na memória e relembrado na saudade...

Corte de Cetim.

Tempo segundo o dicionário:

s. m.,
duração limitada, por oposição à ideia de eternidade;
período;
época;
sucessão de anos, dias, horas, momentos, que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro;
meio indefinido onde se desenrolam, irreversivelmente, as existências na sua mutação, os acontecimentos e os fenómenos na sua sucessão;
certo período determinado em que decorre um facto ou vive uma personagem;

Ou seja: Vida.




sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Luba, Lú, ou apenas Luisa...

Estou com uma sensação de medo. Não sei porque, mas estou.
Sinto uma vontade imensa de durmi e acordar alguns dias depois, ou meses, anos. Mas não valeria a pena. Perder os momentos, os dias, por mais simples que sejam.
Minhas vontades também se confundem com querer berrar e gritar para o mundo e pra você que eu te amo e simplesmente não estou mais aguentando esta angústia! Me vejo distante, longe, muito longe e cada dia que passa me afastando mais e mais. Sua imagem está embaçada, e procuro me apoiar onde posso. As saudades aumetam, o delirio por escutar sua voz, sentir um leve toque, amarram meu coração e alimentam meu incondicional desejo.
Poderia escrever por anos todos os motivos por te amar, pois a cada dia o sentimento cresce e evolui, se torna mais maduro e intenso!
Eu amo a música Primeiro de Julho da Cássia Eller, escrita pelo Renato Russo, em um certo momento ela diz: "(...)Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou Mulher! Sou minha mãe, minha filha, minha irmã, minha menina! Mas sou minha, minha, e não de quem quiser, sou Deus, tua deusa meu amor!! O que fazer por sonhar, é o mundo que virá pra ti e para mim!"
Maravilhosa, forte e profunda! Somos seres humanos, bichos e feras que amam e lutam por objetivos, desejos, sonhos, por Amor! Homens e Mulheres, que propiciam a Vida, quase fazem papel de Deus.
"Amar é atitude concreta!" E não poderia ser mais correto. Amor de verdade é arriscar - se, enfrentar, apoiar, acreditar, jamais abandonar, ser presente! Amar é fazer e transmitir bondade, compaixão! Ser solidário, amigo pelo simples fato de ser assim, de graça, por nada, de coração, pela sensação e reconhecimento que nos trás através de um sorriso ou agradecimento.
É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão! É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também, para que minha vida siga adiante.


Corte de Cetim.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

É um ter com quem no mata, a lealdade

Eu não vou negar que sou louco por você
Tô maluco pra te ver
Eu não vou negar

Eu não vou negar sem você tudo é saudade
Você traz felicidade
Eu não vou negar

Eu não vou negar você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu
Eu não vou negar

Você é minha doce amada
Minha alegria
Meu conto de fada
Minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver

Eu sou o seu apaixonado de alma transparente
Um louco alucinado meio inconseqüente
Um caso complicado de se entender

É o amor
Que mexe com minha cabeça
E me deixa assim
Que faz eu pensar em você esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver

É o amor
Que veio como um tiro certo no meu coração
Que derrubou a base forte da minha paixão
E fez eu entender que a vida é nada sem você

Sertanejo ou não, a letra da música é linda!
Amor de verdade, nu e cru. Balança o coração, fere a alma, mantém o equilíbrio, e ao mesmo tempo serve para quebrá - lo, ultrapassar os limites, o infinito existente além do céu.
Amor presente na ausência, na saudade. Motivo de sorrisos, criador de fantasias e paraísos. Um completo louco alucinado e inconseqüente!
A paz do meu espírito, as forças do meu coração, minha coragem, sonho, fé e realização.
O presente dentro da eternidade, todos os instantes e segundos, mantendo e construindo o futuro, evoluindo e crescendo, se tornando a cada dia mais amor.
Não há vida, nem coração, sangue ou emoção, sem a sua presença. Seu constante toque, sua brisa leve e avassaladora!
Não importa o tempo, os intervalos, e tão pouco as enganações, é resistente, eterno, sólido e progressivo. É amor.
Sem máscaras, sincero e transparente. A ferida que dói e não se vê, a maior liberdade existente a qual nos prendemos por vontade. A língua dos anjos...


-Corte de Cetim