sábado, 30 de maio de 2009

O maior amor do mundo

Certas coisas na vida não se explicam, e talvez, se pudessem ser não teriam a mesma importância. Você é uma delas. Pela primeira vez acho que consegui defenir esse imenso sentimento. Não sei ao certo se definir, mas ele tomou uma proporção mais tranquila, de modo que consigo explicá-lo.
Você se tornou um dos maiores aprendizados da minha vida. Acrescentou virtudes e conceitos que contribuem para o meu amadurecimento e visão de mundo. Você é o meu valor que acredita em eternidade e amor, mas principalmente na união dos dois. A minha maior dor e melhor saudade. O sentimento mais intenso e doce que pude sentir, ora tranquilo ora desesperado e enlouquecido pela paixão.
Quantos sonhos, quantas vidas imaginadas, quantos momentos, dimensões. São apenas criações e fantasias moradoras eternas das ilusões, do tempo futuro. Aquele futuro, distante, longiquo, que jamais chegará.
Acreditar por pequenos instantes com toda a minha força, de toda a minha alma que simplesmente é possível, acende nas minhas esperanças uma luz e uma força tão reais que consigo vivê-las. Mentira ou verdade, é uma felicidade que por vezes me visita.
Tenho tanta vontade de chorar, lavar a minha alma! Parece que não importa o quanto as lágrimas caiam e caiam, o amor se renova e se reconstrói.
Todas as palavras, todas as vontades estão ficando entaladas novamente. Estou cansada de tentar ser forte e fingir. A cada segundo que vivo tenho a certeza da pior consequência de meus atos e da minha coragem. Quanta coragem! Mas teria valido a pena? Tenho tanta saudades, tanta...
Não há um instante em que sua imagem me abandone. Próxima, e cada dia mais longe! Por vezes tenho tanto medo. Dói e machuca de uma maneira inexplicável perceber que a sua presença se torna cada dia mais rara. Se faz presente somente na ausência e na saudade. Invada-me.
Escrevi certa vez pensando em você. A verdade é que de alguma forma sempre tento te mandar um recado, uma mensagem, uma pista para demonstrar e afirmar que sempre estive e desejo estar por perto. Não deveria, mas simplesmente já faz parte do meu cerne, te amo.


-Corte de Cetim.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Paredes de Giz

22/01/2008:

Algo que não me pertence mora dentro de mim. No meu cerne, me comanda, me guia, me machuca. Se faz presente nas palavras, nos pensamentos,nas atitudes, em tudo. No meu inconsciente me faz voar, criar, imagina! Torna tudo uma imensa ilusão, apenas um desenho colorido e alegre, desenhado por uma criança.
O meu anjo da guarda, o meu baluarte, fracassado, constante, vazio. Solitário e distante.
Eterno sonhador em vão, desejando a esperança, acreditando na fé, em si. Cresce, vive, aprende, morre. O fim é sempre o mesmo, não importa.
Por pequenos instante parece que não vale a pena, e são eles que nos tornam derrotados.
Viver é estar inserido até o final numa peça de teatro, fingindo, se fantasiando dos mais diversos personagens. Criando, engando, fazendo rir ou chorar, uma pláteia eternamente sentada e disposta a ver suas representações. Quando já se nasce morto, não é tão importante viver.
Mas uma luz, uma música, me chamam. Anunciam meu nome, dão forças as minhas asas, saudades as minhas lembranças. Tornam a vida uma realidade.


-Corte de Cetim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mentiras sinceras me interessam

"(...)Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez? (...)Quem te ensinou a reza? Que santo vai brigar por você?"

Quase um tapa na cara, e sem luva de pelica. Existem motivos, acredite. Não pense somente nas minhas atitudes, tenha certeza que razões maiores justificam todos esses acontecimentos.
Sei que a culpa é minha, mas eu não podia te magoar mais. Talvez o buraco seja mais embaixo. Suas mentiras e minhas mentiras por instantes foram encobridas de sinceridade. Pura enganação.
Alguns sorrisos e silêncios afirmam valores que pensava não existir. Não sei porque estou novamente batendo na mesma tecla. Do nada, de repente tantas certezas se tornaram dúvidas. Tornaria menos verdade por causa de todos esses questionamentos? Claro que não. Mas confesso que às vezes não sei.
A sua imagem me faz bem e sei que não preciso me arrepende. Simplesmente aconteceu, e eu esperei por esse instante que ocorre naturalmente. Não poderia haver maior verdade.
Admito e compreendo minha covárdia, mas por algum motivo desejava te proteger.


Corte de Cetim.