segunda-feira, 6 de abril de 2009

Primeiros erros

A verdade é que a sua idiotisse chega a me machucar. Não é fraqueza, é noção de vida. Querer sem objeto? "Assim não rola"
Me descobri limpa, afastada de preconceitos. O amor surpreende, acontece. (Estranho chama essa sensação de amor)
Não consigo explicar meus sentimentos, pela primeira vez me vi completamente sem chão, base, apoio. Ou talvez caminhando por espaços desconhecidos. Nada era capaz de justifica ou fundamenta.
Quanta ausência, quantas "faltas" absolutamente necessárias.
A sua pele elevou meus desejos, seu calor subverteu meus valores. Uma inversão sincera e pura, até mesmo suas mentiras conseguiram me satisfazer.
Sua anta! Poderia dar certo, se ao menos você almejasse o mesmo para você.
Não tenho palavras para descrever sorrisos, frio na barriga, lembranças reconfortantes. Confesso que ainda guardo aquele recado, há momentos onde parece que estou lendo - o pela primeira vez.
Não podia ser assim, não era pra ser.
Eu não estava lá, mas eu vi. Clareia meu tempo, quebre a cadeia das minhas horas, atrasa o meu relógio. Peço não saber até você voltar.
Estive tão perto! Sem compreender, sem explicar, simplesmente nua e despojada.
Me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas! Me prende, me força, me roda, me encanta, me enfeita num beijo! Dizia, graciosamente, Maria Rita.
Às vezes me sentia iluminada, para além de lençois e colchão.
Se você me pergunta, eu digo sim! Ou diria. Não posso, não devo.
Quanta pureza, quanta felicidade, assim simples, clara, comum, grande. Quase clandestina.
Sensações indescritíveis inundam meu corpo, meu coração, minha alma! Quer voar pela boca, quer sair por ai...
Indiscreto, suave e explosivo. Tão minúsculo e triste. Ah! Se você soubesse o tamanho do horizonte distante. Ninguém sabe sua dimensão, mas poder enxergá - lo e ao menos nos permitir nos enganar com a possibilidade de imagina - lo inteiro e forte, é uma forma de esperança.
Amor é descoberta! Mútua, continua, progressiva.
Te falta ao passo coração, horizonte, estrada, possibilidade. Nos falta a coragem da ilusão!
Não soube o que fazer, apenas se foi. Porque eu não poderia tentar ser feliz? O que é ser feliz? Todos só pensam nisso.
Sua culpa, minhas razões. Quantas lágrimas, minha covardia não deixou que eu me explicasse, nem tão pouco mostrar - me reciproca nos momentos de silêncio.
Talvez eu te ame, ou tenha te amado. De forma inusitada, diferente, sincera. Um amor calmo e prestante, real! Um batuque passageiro, um som do samba, da bossa nova dos boêmios, no tempo da madrugada e dos morcegos. Enquanto o sol ainda dorme, mesmo que no tempo de eterno sono das minhas ilusões.


-Corte de Cetim.

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