sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Bendita as coisas que eu não sei

Todas aquelas luzes no céu renovavam a minha alma, coloriam os meus desejos, estampavam sorrisos e limpavam máscaras com lágrimas. Era possível sentir a benção, o vento! As águas purificavam meus pés e abriam caminhos. A contagem regressiva já havia passado, mas minha agunia do ano que chegara continuava a mesma. Todas as estrelas, as risadas, as roupas brancas ou coloridas, todos os desejos inimagináveis habitavam o coração e a esperança de cada olho que filmava e refletia as luzes, a noite, o novo.
A areia entre os dedos, na pele, o vento do mar, será que a gente chega?
Seria correto roubar um pouquinho que seja da sua energia? Dividá - la por um instante comigo, pode ter a sensação de felicidade que te rodeia e preenche. Estar por perto em um momento, durante uma foto, ou paisagem, sentir a sua presença.
Todos os segundos, durante cada batida do meu coração, a vontade de tentar me enganar aumenta, o impulso de destruição, de violência transforma meu amor em desespero! No descontrolado desejo de arrancar da minha alma o carimbo, o ferimento da paixão, da vida.
Chega de insistir. Não consigo me libertar, mas é preciso seguir.
Onde a vida é de sonhar, liberdade? Não sei. Mas o próximo instante é quase lá...
As luzes, as cores, a sensação física e emocional, podem ser mais uma marca, quem sabe, como forma de esperança.


Corte de Cetim.




Marcelo Camelo - Mais Tarde
"(...)Pode ser eterno pra ver quem manda. Acho que não vai dar, tô cansado demais... vou ver a vida a pé!"

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