segunda-feira, 27 de outubro de 2008

É Deus...

Uma incontrolável vontade de durmi me consome! Envolve minhas forças, meus medos, imagens, figuras e sonhos. Estou assustada e cansada, muito cansada.
Em casacos de retalhos, sombras escuras me preservo, me escondo. Finjo esquecer, ou talvez pior, me enganar a ponto de me convencer que não houve tempo algum, o sentimento é desvalorizado, os sorrisos abandonados, a confiança destruida, não vale a pena. Mas são essas lembranças que tanto me ferem e se fazem presente constantemente.
A eternidade pode ser surpreendentemente má, cruel, ferindo e entorpecendo de tristezas e alegrias o fino fio da vida. O quadro de luz pendurado na parede, coberto pelo luto.
Vida que é doce levar o caminho de fé. Diga que eu não vou.
Não há mais fé, sigo em frente, acompanhando o caminho, seguindo a curvas, passando por baixo dos obstáculos, sem olhar em espelho, ou vidros. Sem enxergar minha face e figura. Nem a sombra e as marcas dos pés marcam o caminhar.
É como se alegria recolhesse a mão pra não me alcançar, sigo em frente calada e de lado do que sonhei. Besteira qualquer, nem choro mais.
Só levo a saudade que é tudo que vale a pena...

-Corte de Cetim

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